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Cuidados com a barba1 min de leitura

Inverno em Porto Alegre: o que o frio faz com a sua barba

Vento minuano, banho quente demais e ar seco de aquecedor. O combo que deixa a barba áspera em julho tem conserto — e ele começa no chuveiro.

Por Rafael Nunes · Barbeiro-chefe e visagista

Todo ano é a mesma cena entre maio e agosto: barba que raspava macia começa a arranhar, a pele embaixo descama e o cabelo perde o brilho. Não é impressão, e não é o produto que estragou.

O vilão principal é o banho

Água muito quente dissolve a camada de óleo natural que protege fio e pele. No verão isso se recompõe rápido; no frio, com o ar seco, não se recompõe. Água morna e menos tempo de chuveiro resolvem metade do problema sem custar nada.

Barba longa precisa de mais, não de menos

Quanto maior a barba, maior a distância que o óleo natural da pele tem que percorrer até a ponta do fio. Por isso barba longa no inverno pede óleo aplicado na pele — massageando a raiz — e não só passado por cima.

  • Lave a barba dia sim, dia não. Todo dia, no frio, resseca.
  • Óleo com a barba ainda úmida: ele sela a água que ficou no fio.
  • Pente de madeira em vez de escova de plástico — menos eletricidade estática.
  • Se a pele descamar, esfoliação leve uma vez por semana antes de qualquer produto novo.

A barboterapia com ozônio existe justamente para essa época: vapor, esfoliação e hidratação em uma sessão só. É o reset de meio de inverno.

E o cabelo? Mesma lógica. Hidratação a cada quinze dias no inverno faz mais diferença do que qualquer produto de finalização caro. O fio hidratado reflete luz; o ressecado, não — é literalmente física.

Escrito por

Rafael Nunes

Barbeiro-chefe e visagista

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